Vencedoras do prêmio Emanoel Gomes de Moura de Teses e Dissertações – PPGCSPA/UEMA – 2026
Por PPGCSPA em 16 de junho de 2026
O Programa de Pós-graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia parabeniza discentes pelos trabalhos realizados com excelência e defendidos no ano de 2025. Tais pesquisas demonstraram grande rigor acadêmico e foram contempladas com o prêmio Emanoel Gomes de Moura de Teses e Dissertações de 2026.
A discente Rosana de Jesus Diniz Santos, orientada pela Profa. Dra. Patrícia Maria Portela Nunes, sagrou-se em primeiro lugar com a dissertação intitulada POVO AWA E MINERAÇÃO: atos de resistências no contexto das relações com a Estrada de Ferro Carajás, Terra Carú/ MA. O trabalho de pesquisa busca refletir alguns dos atos de resistências Awa no contexto das relações com a Estrada de Ferro Carajás (EFC) que se estrutura como um corredor logístico de exportação de commodities, operado pela empresa Vale, situando-se no tempo e no espaço, como um continuum do Projeto Grande Carajás (PGC) uma vez que, apesar de extinto, ele se reconfigura, impulsionando desafios, conflitos e violações ambientais, sociais e culturais sobre os territórios e modo de vida dos Awa. O foco da análise priorizou os modos de resistência dos Awa em curso no plano das relações de poder ora instituídas, buscando demonstrar como eles têm superado as ações e políticas genocidas por meio de alianças interétnicas de cunho político e reivindicatória parente à Vale e ao Estado, e por meio da opção do casamento intraétnico, estratégias que favoreceram o crescimento do povo ao longo dos 50 anos de sua história desde as primeiras transferências dos primeiros grupos Awa pelas frentes de atração da Funai.
A discente Caira Alves da Costa, orientada pela Profa. Dra. Jurandir Santos de Novaes, destacou-se como menção honrosa apresentando a dissertação intitulada MULHERES NA LUTA POR TERRITÓRIOS, IDENTIDADES E RECONHECIMENTO DO SUDESTE DO PARÁ. A pesquisa versa sobre a história das mulheres na luta por territórios, identidades e reconhecimento no sudeste do Pará, a partir de suas narrativas, demonstrando que as mulheres sempre estiveram somando na luta, mas essas trajetórias, durante muito tempo, ficaram sem serem referenciadas. Suas experiências demonstram versatilidade e o caminhar para a criação nessas mulheres no que denominamos de múltiplas identidades e que inclusive faz com que seus caminhos, em muitos casos, se entrecruzem.
Parabenizamos as discentes e orientadoras pelo trabalho de pesquisa conduzido com excelência.